Denúncias de assédio eleitoral no trabalho crescem 75% após o segundo turno
O Ministério Público do Trabalho registrou 1.459 novas denúncias de assédio eleitoral nos últimos três dias, somando 3.396 ocorrências em 2026. Governo e órgãos da Justiça preveem punições e sanções.

As queixas de assédio eleitoral no ambiente de trabalho aumentaram mais de 75% desde segunda-feira (26), um dia após o segundo turno das eleições. Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT), foram 1.459 novos registros em três dias, totalizando 3.396 denúncias recebidas em 2026. O estado de São Paulo lidera as ocorrências com 620 registros, seguido por Minas Gerais, com 351, e Paraná, com 338.
O assédio eleitoral se caracteriza pelo uso do poder no trabalho para coagir ou pressionar funcionários sobre seus votos ou posicionamentos políticos. Relatos apontam incentivos a boicotes e demissões de empregados por razões políticas. Na terça-feira (27), a Justiça do Trabalho proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de incentivar perseguições ou demissões de trabalhadores por suas convicções políticas, sob pena de multa diária de R$ 5 mil.
O governo federal analisa criar uma "lista suja" de companhias que praticam assédio eleitoral, impondo restrições ao acesso a créditos públicos para as infratoras, segundo informou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, na quarta-feira (28).
A legislação brasileira proíbe práticas discriminatórias que afetem o acesso ou a permanência no emprego. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, alertou que as respostas legais serão ágeis. Em caso de condenação, a empresa pode ser obrigada a reintegrar o trabalhador ou a pagar em dobro a remuneração do período em que o funcionário ficou afastado.
Texto do Pingou reescrito automaticamente por inteligência artificial a partir de reportagem de agência pública de notícias. Pode conter imprecisões: confira sempre o original. Fonte: Felipe Pontes, Agência Brasil. Ler a reportagem original Não é recomendação de investimento.
Mais notícias
- MPT aciona Justiça para exigir que Meta apague postagens de assédio eleitoral
- Ministério do Trabalho lança campanha de orientação contra o assédio eleitoral
- Isolamento de Flávio Bolsonaro cresce após fuga e carta golpista
- TSE decide que condenação por lesão corporal contra mulher gera inelegibilidade
- Coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro admite falta de provas sobre fraude eleitoral