Notícias
Economia

Economistas questionam corte de gastos para conter a dívida pública brasileira

Especialistas rebatem propostas de redução de despesas primárias e apontam a taxa de juros praticada pelo Banco Central como o fator que mais pressiona o endividamento do país.

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A dívida pública do Brasil subiu de 71,7% do PIB em 2022 para cerca de 82,9% do PIB em agosto de 2026. Enquanto economistas liberais e o mercado defendem o corte de gastos para conter o endividamento, especialistas heterodoxos afirmam à Agência Brasil que a redução de despesas prejudica os serviços essenciais e que o verdadeiro impacto vem das elevadas taxas de juros.

A revista Forbes sugeriu um corte de até R$ 450 bilhões para estabilizar a dívida pública, tomando como base estudos do Instituto Fiscal Independente (IFI). No cenário político, uma estimativa de redução de R$ 250 bilhões foi associada ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) e criticada pelo candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que classificou a medida como um ataque aos benefícios sociais.

A professora da Unicamp Simone Deos destaca que não existe risco de calote ou de explosão inflacionária, pois a dívida é emitida em moeda nacional. Ela pondera que países como Japão (236% do PIB), Estados Unidos (120%), Itália (135%) e Canadá (110%) possuem níveis de endividamento superiores ou parecidos com o brasileiro, segundo dados do FMI de 2024.

Com a taxa de juros real em 8,45%, o Brasil gastou R$ 1,1 trilhão em juros nos últimos 12 meses, somando 8,86% do PIB. O professor Fernando Henrique Lemos Rodrigues, da UFRRJ, argumenta que os juros altos impulsionam a dívida e que há margem para corte na taxa, enquanto o Banco Central argumenta que os juros elevados são necessários para deter a inflação e cobrir déficits fiscais.

Texto do Pingou reescrito automaticamente por inteligência artificial a partir de reportagem de agência pública de notícias. Pode conter imprecisões: confira sempre o original. Fonte: Lucas Pordeus León, Agência Brasil. Ler a reportagem original Não é recomendação de investimento.

Mais notícias